Descrição de Cargos Excel - Planilha Grátis
Planilha para descrever cargos, padronizar salários e revisar perfis no RH/DP com abas Cargos, Resumo e Instruções.
Esta planilha de descrição de cargos em Excel organiza cargos, requisitos, salários e revisões em um único arquivo para uso no RH e no DP. Ela traz a aba Cargos para cadastro, a aba Resumo para visão gerencial e a aba Instruções para orientar o preenchimento.
Você usa o modelo para padronizar descrições, comparar faixas salariais e manter o histórico de revisão de cada função. O arquivo ajuda na rotina de admissão, movimentação interna, estrutura de cargos e alinhamento com gestores.
As principais vantagens desta planilha de Excel
- Padroniza a descrição de cargos com campos fixos para cargo, CBO, área, gestor e unidade.
- Ajuda você a comparar faixa salarial inicial, final, diferença e ponto médio por função.
- Centraliza a revisão das descrições com data da última revisão e próxima revisão.
- Facilita o trabalho do RH quando há recrutamento, promoção ou ajuste de estrutura.
- Reduz retrabalho entre RH, gestor imediato e liderança porque as informações ficam na mesma base.
- Melhora a rastreabilidade do documento interno, útil em auditoria e na organização do DP.
- Permite consultar competências, treinamentos e requisitos mínimos sem abrir planilhas paralelas.
Passo a passo
- Preencha a aba Cargos com os dados de cada função, começando por código, nome do cargo e setor.
- Descreva a finalidade do cargo, as principais atividades e os requisitos mínimos exigidos.
- Informe formação, experiência, treinamentos obrigatórios e competências comportamentais.
- Lance as faixas salariais e confira se a diferença entre início e fim faz sentido para a estrutura interna.
- Atualize o status da descrição, a data da última revisão e a próxima revisão para manter o controle em dia.
- Use a aba Resumo para acompanhar a visão consolidada e a aba Instruções para padronizar o preenchimento.
- Revise o arquivo com o gestor imediato antes de usar o conteúdo em recrutamento, promoção ou reorganização do quadro.
Recursos incluídos
Como o RH usa uma descrição de cargos em Excel
Você usa essa planilha quando precisa organizar a estrutura de cargos sem depender de arquivos soltos por e-mail. Na prática, ela atende o analista de RH que monta o cadastro, a coordenadora que revisa faixas salariais e o gestor que valida atividades e requisitos.
A imagem 1 mostra a aba Cargos, com uma linha de título e uma tabela larga em 25 colunas. Ali você registra desde código do cargo e setor até competência comportamental, faixa salarial e status da descrição.
Quem preenche primeiro
Normalmente o RH começa pelo básico: cargo, área, departamento, nível e gestor imediato. Depois vem o conteúdo técnico, como finalidade do cargo, atividades e experiência exigida, que é o que realmente evita descrição genérica.
Em que momento ela entra na rotina
Ela entra forte em admissão, movimentação interna e revisão anual da estrutura. Em uma empresa com 40 empregados, revisar 20 cargos uma vez por ano já significa comparar 20 salários, 20 conjuntos de atividades e pelo menos 20 datas de revisão.
Por que isso ajuda no dia a dia
Com tudo em uma única base, você reduz a chance de uma vaga sair com requisito errado ou salário fora da faixa. Isso também facilita quando o sócio ou diretor pede uma justificativa objetiva para abrir uma nova função ou ajustar um cargo existente.
O que a CLT e o eSocial pedem na organização dos cargos
A planilha não substitui a legislação, mas ajuda você a documentar de forma consistente o que a empresa pratica. Em processos de admissão e alteração contratual, a CLT, a CTPS digital e o eSocial pedem coerência entre função, remuneração e data de vigência.
Quando o cargo envolve jornada especial, adicional ou treinamento obrigatório, a descrição precisa refletir isso com clareza. Um cargo com trabalho em altura, por exemplo, deve registrar exigência de NR aplicável, ASO adequado e treinamento específico; isso não é detalhe, é prevenção de erro operacional.
Onde o número pesa
Se a empresa tem 30 cargos e cada revisão leva 15 minutos para conferência no papel, você gasta cerca de 7 horas e 30 minutos por rodada. Em Excel, com campos padronizados, esse tempo cai bastante porque a comparação entre funções fica visual e rápida.
O que vale mais na rotina
Para a maioria das empresas pequenas e médias, manter a descrição em planilha bem estruturada é mais prático do que dispersar documentos em PDF. O ideal é usar o arquivo como base oficial interna e transformar a versão final em documento de aprovação, com data e responsável do RH.
Qual campo merece mais atenção
O campo de faixa salarial costuma ser o mais sensível, porque ele conversa com política interna, promoção e recrutamento. Se a faixa inicial for R$ 2.200,00 e a final R$ 3.100,00, a diferença de R$ 900,00 ajuda o RH a enxergar espaço real de progressão sem improviso.
A mesma atenção à remuneração pede também uma planilha de cálculo do adicional noturno quando a função inclui jornadas que avançam pela noite.
Onde a descrição de cargos costuma dar errado e gerar custo
O erro mais comum é escrever atribuições vagas demais, como se o cargo servisse para qualquer função da área. Quando isso acontece, o gestor pede uma vaga, o RH aprova outra e a contratação entra desalinhada; corrigir isso depois custa tempo, retrabalho e, às vezes, aumento salarial fora do previsto.
Outro problema é deixar a revisão vencer. Se a empresa atualiza cargos só quando alguém reclama, você perde histórico e cria conflito entre prática real e documento interno, principalmente em auditorias, promoções e movimentações.
Exemplo de custo operacional
Imagine 12 colaboradores em uma mesma área com descrições diferentes para o mesmo cargo. Se cada ajuste exigir 20 minutos de alinhamento com gestor e RH, você já perde 4 horas no mês só para equalizar informação que poderia estar padronizada desde o início.
Onde a faixa salarial vira risco
Uma faixa mal definida também gera problema. Se dois analistas com a mesma função aparecem com R$ 2.800,00 e R$ 3.500,00 sem critério documentado, o RH fica exposto a questionamento interno e a necessidade de justificar diferença de forma muito mais trabalhosa.
O que eu faria na prática
Eu manteria o cargo descrito com objetividade, evitando texto genérico e sem sobrecarregar de detalhes irrelevantes. O melhor é registrar o que muda a rotina de verdade: responsabilidade, formação, experiência, treinamento e faixa de remuneração.
Na mesma lógica, a apuração do adicional também precisa ficar documentada para evitar divergência na remuneração.
Como transformar a planilha em rotina fixa do RH
Essa planilha funciona melhor quando entra em um ritual mensal ou trimestral, e não como arquivo esquecido na pasta do computador. O ponto de partida pode ser o fechamento da folha, a abertura de uma vaga ou a reunião de revisão de estrutura.
A imagem 2 mostra o painel da aba Resumo, que serve para enxergar a base sem abrir cada linha da aba principal. Já a imagem 3 apresenta a aba Instruções, útil para manter o padrão de preenchimento quando mais de uma pessoa mexe no arquivo.
Hábitos que fazem a planilha durar
- Copie a aba do período anterior e revise apenas o que mudou.
- Defina um dia fixo para atualizar cargos com revisão vencida.
- Use validação de dados para padronizar status, nível e área.
- Revise com gestor imediato antes de liberar a versão final.
Quando a planilha já ficou pequena demais
Se o quadro cresce e você passa a controlar dezenas de funções, múltiplas unidades e muitas alterações por mês, talvez já seja hora de migrar para sistema de RH ou folha. Quando a revisão deixa de ser mensal e vira operação contínua, a planilha continua útil como apoio, mas não como base única.
O sinal de alerta
Se você já precisa procurar cargo por cargo para responder uma simples dúvida de salário ou atividade, a rotina está manual demais. Nesse ponto, o arquivo ainda ajuda, mas o processo pede mais automação, integração e controle de versão.
Perguntas frequentes sobre esta planilha
Ela serve para registrar de forma padronizada o cargo, as atividades, os requisitos, a formação, a faixa salarial e a revisão da função. No RH e no DP, isso ajuda a manter a estrutura organizada e reduz o retrabalho em admissão, promoção e movimentação interna.
O arquivo vem com três abas: Cargos, Resumo e Instruções. A aba Cargos concentra o cadastro, a Resumo ajuda na visão gerencial e a Instruções orienta o preenchimento para evitar divergência entre usuários.
Comece por código do cargo, nome da função, área, departamento, nível, CBO e gestor imediato. Depois avance para finalidade, atividades, requisitos mínimos, formação e experiência, porque esses campos dão base para o restante do cadastro.
Você registra valor inicial, valor final, diferença e ponto médio para cada cargo. Isso facilita comparar cargos da mesma família e enxergar se a estrutura salarial está coerente; por exemplo, uma faixa de R$ 2.400,00 a R$ 3.000,00 tem diferença de R$ 600,00 e ponto médio de R$ 2.700,00.
Sim. Com as colunas de data da última revisão, próxima revisão e status de revisão, você consegue enxergar o que está vencido e o que precisa ser validado. Isso evita que descrições antigas fiquem circulando como se ainda refletissem a operação atual.
Quando o volume de cargos, unidades e alterações começa a exigir controle de versão mais pesado, a planilha perde eficiência como base única. Em estruturas com muitas mudanças, o sistema passa a ser melhor para histórico, integração e rastreabilidade, e a planilha fica como apoio de consulta ou rascunho.
Escrito e revisado por
Juliana Almeida
Analista de RH e Departamento Pessoal
Juliana Almeida e analista de RH e Departamento Pessoal com mais de 15 anos de experiencia em empresas brasileiras. Ja cuidou de admissoes, folha, jornada, escalas, adicionais e rotinas do eSocial para centenas de funcionarios, e monta cada planilha para refletir a CLT e o dia a dia de quem trabalha com RH e DP no Brasil.