Plano de Cargos e Salários Excel - Planilha Grátis
Organize cargos, níveis, faixas salariais e avaliações com uma planilha de Excel para RH, DP e empresas em estruturação.
Esta planilha de plano de cargos e salários em Excel organiza funcionários, cargos, níveis, setores, salários atuais e faixas salariais mínima e máxima. Ela também calcula a posição do profissional na faixa, acompanha o tempo de empresa e registra a próxima avaliação, apoiando decisões de RH e DP.
O arquivo reúne as abas Plano de Cargos e Salários, Estrutura de Cargos, Dashboard e Instruções. Na imagem 1, você visualiza o cadastro dos colaboradores em uma tabela com 14 colunas, enquanto as demais abas ajudam a estruturar a política e analisar os dados.
As principais vantagens desta planilha de Excel
- Centraliza matrícula, funcionário, cargo, setor, nível, data de admissão e salário atual em uma única base de RH.
- Compara cada salário com os limites mínimo e máximo da faixa, facilitando a identificação de profissionais abaixo, dentro ou acima da estrutura.
- Acompanha a posição salarial do colaborador e apoia decisões de promoção, mérito, enquadramento e revisão anual.
- Registra o tempo de empresa em anos e a próxima avaliação, reduzindo o risco de perder ciclos de desenvolvimento ou reajuste.
- Permite analisar diferenças de remuneração entre cargos, níveis e setores antes de aprovar movimentações salariais.
- Oferece uma visão gerencial no Dashboard para apresentar a estrutura salarial à diretoria com menos retrabalho.
- Ajuda o RH a documentar critérios objetivos de carreira, contribuindo para maior consistência em análises de equidade interna.
Passo a passo
- Leia a aba Instruções: comece pela imagem 4 e confira a orientação de preenchimento, a finalidade de cada aba e quais campos devem ser atualizados.
- Revise a base inicial: abra a aba Plano de Cargos e Salários, mostrada na imagem 1, e substitua os funcionários de exemplo pelos dados reais da empresa.
- Preencha a identificação: informe Matrícula, Funcionário, Cargo, Setor e Nível. Mantenha a grafia padronizada, como Júnior, Pleno e Sênior, para evitar agrupamentos duplicados.
- Atualize a remuneração: registre a Data de Admissão e o Salário Atual. Depois, informe o Salário Mínimo e o Salário Máximo aplicáveis ao Cargo/Nível.
- Confira os indicadores: verifique a Posição na Faixa, o Status e o Tempo de Empresa (anos). Se algum resultado parecer incoerente, revise datas, valores e a faixa informada.
- Defina o próximo ciclo: preencha Próxima Avaliação de acordo com a política interna, o ciclo de desempenho ou a necessidade de revisão do cargo.
- Analise a gestão: consulte a aba Estrutura de Cargos, vista na imagem 2, e o Dashboard, mostrado na imagem 3, antes de levar propostas de reajuste ou promoção para aprovação.
Recursos incluídos
Como o RH usa uma planilha de Excel na estrutura de cargos e salários
O plano de cargos e salários é usado pelo analista de RH quando a empresa precisa transformar decisões salariais isoladas em uma estrutura verificável. No fechamento do orçamento anual, na revisão do dissídio ou antes de uma promoção, a base mostra quem ocupa cada cargo, em qual nível está e quanto recebe em relação à faixa definida.
Na aba Plano de Cargos e Salários, mostrada na imagem 1, o profissional encontra 14 colunas: Matrícula, Funcionário, Cargo, Setor, Nível, Cargo/Nível, Data de Admissão, Salário Atual, Salário Mínimo, Salário Máximo, Posição na Faixa, Status, Tempo de Empresa (anos) e Próxima Avaliação. Essa organização é mais útil do que manter um arquivo separado para cadastro, salários e datas de avaliação.
Quem consulta a base durante o ciclo de RH
A coordenadora de RH de uma indústria com 40 funcionários em três turnos pode usar a aba para comparar operadores Júnior, Pleno e Sênior antes da virada do orçamento. Se a faixa de um Operador Pleno vai de R$ 2.800,00 a R$ 3.800,00 e o salário atual é R$ 3.200,00, a posição fica em 40% da faixa: (3.200 - 2.800) ÷ (3.800 - 2.800).
O analista de DP consulta a data de admissão e a próxima avaliação durante o planejamento do ciclo de desempenho. Já o sócio de uma empresa do Simples Nacional que cuida do pessoal consegue verificar se um reajuste proposto mantém coerência entre profissionais do mesmo cargo, sem depender apenas da memória ou de conversas antigas.
Onde as outras abas entram na decisão
A imagem 2 apresenta a aba Estrutura de Cargos, que serve como referência para a arquitetura de funções e níveis. A imagem 3 mostra o Dashboard, destinado à leitura gerencial dos dados cadastrados, enquanto a imagem 4 reúne as Instruções.
Minha posição é prática: para uma empresa com até algumas dezenas de pessoas, essa planilha é mais eficiente como ferramenta de revisão mensal ou trimestral do que como cadastro de folha. Ela organiza a política, mas não substitui o sistema responsável por calcular salário, INSS, FGTS e encargos.
O que a CLT exige ao definir salários, níveis e critérios de carreira
A legislação não obriga toda empresa a possuir um plano formal de cargos e salários com faixas em Excel. Porém, os critérios usados na remuneração precisam respeitar a CLT, a Constituição Federal, a convenção coletiva e as regras de igualdade salarial. A estrutura da planilha ajuda a registrar esses critérios, mas não transforma automaticamente uma faixa interna em regra trabalhista válida.
Equidade salarial e artigo 461 da CLT
O art. 461 da CLT trata da equiparação salarial para trabalho de igual valor, no mesmo estabelecimento empresarial, observados os requisitos legais. Por isso, comparar Cargo, Nível, Setor e Salário Atual é uma medida de controle importante. Se dois Analistas de RH Pleno exercem atividades equivalentes e um recebe R$ 4.500,00 enquanto outro recebe R$ 5.400,00, a diferença precisa estar documentada por critérios objetivos, como tempo na função, desempenho ou atribuições efetivamente distintas.
Não confunda faixa salarial com autorização para pagar abaixo do piso. Se a convenção coletiva fixa piso de R$ 1.800,00 e a estrutura interna registra Salário Mínimo de R$ 1.700,00, a faixa está errada e precisa ser corrigida antes de qualquer admissão. O piso normativo, o salário mínimo aplicável e benefícios previstos em instrumento coletivo devem prevalecer.
Impacto nos encargos e no orçamento
Um aumento de R$ 500,00 no salário mensal não custa apenas R$ 500,00. Considerando o FGTS de 8%, são R$ 40,00 mensais de depósito sobre essa parcela, além dos reflexos em 13º salário, férias com 1/3 constitucional e demais encargos aplicáveis ao regime da empresa.
Em uma equipe de 12 colaboradores, um reajuste médio de R$ 300,00 representa R$ 3.600,00 de salários por mês, antes dos reflexos. No ano, o salário-base adicional chega a R$ 43.200,00; por isso, o Dashboard deve apoiar a decisão, mas a simulação final precisa ser conferida na folha e na DCTFWeb.
Registro e comunicação no eSocial
Quando a movimentação salarial ou alteração contratual for efetivada, o evento correspondente deve ser transmitido ao eSocial dentro do prazo aplicável, com dados compatíveis com a folha. A planilha não envia os eventos S-2200 ou S-1200, nem substitui a conferência do cadastro, da CTPS Digital e dos encargos.
Para a maioria das empresas, a melhor prática é usar a planilha para governança e aprovação e o sistema de folha para execução legal. Essa separação reduz o risco de uma fórmula de Excel ser tratada como cálculo oficial de remuneração.
Onde a estrutura salarial trava e gera custo para a empresa
O problema mais caro não costuma ser a falta de uma tabela bonita, mas a ausência de critério na hora de contratar, promover ou conceder reajuste. Já vi empresas com três pessoas no mesmo cargo recebendo salários diferentes porque cada gestor negociou de um jeito. Quando a planilha é preenchida depois da decisão, ela apenas registra a distorção e não ajuda a preveni-la.
Faixas sem fonte e cargos duplicados
Um erro frequente é cadastrar Analista de RH Pleno, Analista RH Pleno e Analista de Recursos Humanos Pleno como se fossem funções distintas. O Dashboard passa a contar três categorias, e uma análise de faixa fica fragmentada. Em uma base com 80 empregados, corrigir manualmente 20 variações de nomenclatura pode consumir um dia inteiro do analista.
Outro risco é informar Salário Mínimo e Salário Máximo sem indicar a origem. Se uma faixa de R$ 3.000,00 a R$ 5.000,00 foi criada para um cargo, mas o piso do sindicato aumentou para R$ 3.300,00, quatro empregados podem ficar abaixo do mínimo interno ou normativo. O custo imediato inclui retrabalho e reajustes emergenciais; o risco maior é uma reclamação de diferenças salariais.
Posição na faixa calculada com dados incompletos
Quando Salário Atual, Salário Mínimo ou Salário Máximo está vazio ou invertido, a Posição na Faixa pode ficar sem sentido. Por exemplo, um salário de R$ 4.000,00 em uma faixa de R$ 5.000,00 a R$ 3.500,00 não permite interpretação válida. A equipe deve bloquear a aprovação até corrigir os limites.
Também ocorre de o RH alterar a faixa, mas não registrar a data de vigência. Um colaborador com salário de R$ 6.100,00 pode parecer acima do máximo atual de R$ 5.800,00, embora estivesse corretamente enquadrado quando foi promovido. Sem histórico, a conversa com o gestor vira opinião.
Promoção sem reflexo na folha
Outro caso realista: a planilha registra um profissional como Sênior com salário de R$ 6.500,00, mas a folha continua com o cargo e o salário anteriores de R$ 5.800,00. A divergência pode afetar férias, 13º salário, FGTS, INSS e o evento remuneratório do eSocial.
Minha recomendação é não usar o arquivo como autorização automática. Toda alteração deve ter aprovador, data de vigência e conferência no sistema de folha; a planilha fica como trilha de planejamento e controle.
Quando a promoção fica apenas no papel, o próximo passo é registrar as metas e os critérios de evolução no plano de desenvolvimento individual, para alinhar expectativas antes de qualquer ajuste na folha.
Como transformar a planilha salarial em rotina de gestão
Uma planilha de cargos e salários só funciona quando entra em uma rotina definida. Se o arquivo é aberto apenas na véspera do orçamento, os dados ficam desatualizados e o RH perde a chance de perceber distorções enquanto ainda são pequenas. O melhor uso é combinar uma conferência mensal curta com uma revisão mais completa no ciclo de avaliação.
Crie dois momentos fixos de conferência
Reserve 30 minutos no fechamento mensal da folha para conferir admissões, desligamentos, promoções e alterações salariais. Depois de cada processamento, compare a base com o sistema de folha: uma mudança de R$ 400,00 que não foi replicada pode afetar FGTS, férias e 13º salário.
Faça também uma revisão trimestral das faixas e dos níveis. Em uma empresa com 40 funcionários, esse encontro pode separar os casos abaixo da faixa, próximos do máximo e sem avaliação registrada. A coordenadora de RH consegue levar ao gestor uma lista de decisões, em vez de uma planilha inteira sem prioridade.
Padronize o preenchimento antes de analisar
- Use validação de dados para padronizar Setor, Nível e Status e impedir grafias diferentes para o mesmo cargo.
- Copie a aba do arquivo somente quando houver necessidade de preservar um retrato histórico; não mantenha várias versões concorrentes do cadastro atual.
- Aplique formatação condicional para destacar salário abaixo do mínimo, acima do máximo e Próxima Avaliação vencida.
- Proteja células com fórmulas e deixe os campos de entrada identificados, evitando que um usuário apague a Posição na Faixa ou o Tempo de Empresa.
Defina o momento de migrar
Com 12 colaboradores, uma conferência manual semanal pode ser suficiente. Quando a empresa passa de 100 empregados, tem várias filiais, alterações diárias ou precisa integrar ponto, folha e eSocial, o sistema de RH passa a ser a opção mais segura. Nesse cenário, mantenha a planilha para análises específicas e histórico aprovado, não como banco oficial.
A aba Instruções, mostrada na imagem 4, deve ficar junto do arquivo compartilhado. Sem essa orientação, cada gestor pode interpretar Status ou Posição na Faixa de maneira diferente e desfazer o padrão criado pelo RH.
Por isso, a mesma pasta também precisa de uma descrição de cargos clara, para que Status e Posição na Faixa sigam o mesmo critério em todos os gestores.
Perguntas frequentes sobre esta planilha
É um arquivo para organizar cargos, níveis, setores, faixas salariais e critérios de acompanhamento. Nesta versão, a aba Plano de Cargos e Salários também registra salário atual, posição na faixa, status, tempo de empresa e próxima avaliação.
O arquivo contém quatro abas: Plano de Cargos e Salários, Estrutura de Cargos, Dashboard e Instruções. A imagem 1 mostra o cadastro principal; a imagem 2 apresenta a estrutura; a imagem 3 mostra o painel; e a imagem 4 reúne as orientações de uso.
Não. Ela apoia a estruturação e a análise de cargos e salários, mas não substitui o sistema de folha. O cálculo oficial de INSS, FGTS, férias, 13º salário e envio ao eSocial deve ser feito e conferido nos processos próprios da empresa.
A lógica é comparar o salário atual com os limites: (Salário Atual - Salário Mínimo) ÷ (Salário Máximo - Salário Mínimo). Com R$ 3.200,00 em uma faixa de R$ 2.800,00 a R$ 3.800,00, o resultado é 40%.
A CLT não exige que toda empresa mantenha um plano formal em Excel. Ainda assim, critérios objetivos ajudam a cumprir o art. 461 da CLT, analisar equiparação salarial e demonstrar por que profissionais de cargos ou níveis diferentes recebem valores distintos.
Sim, como ferramenta de análise e aprovação. Antes de efetivar a mudança, verifique piso de convenção coletiva, orçamento, reflexos em férias e 13º salário e atualização do cadastro e da folha. A planilha não deve ser usada como autorização automática nem como substituta do registro no sistema de RH.
Escrito e revisado por
Juliana Almeida
Analista de RH e Departamento Pessoal
Juliana Almeida e analista de RH e Departamento Pessoal com mais de 15 anos de experiencia em empresas brasileiras. Ja cuidou de admissoes, folha, jornada, escalas, adicionais e rotinas do eSocial para centenas de funcionarios, e monta cada planilha para refletir a CLT e o dia a dia de quem trabalha com RH e DP no Brasil.